Cotidiano
 
Governo prestará assistência a venezuelanos em Pacaraima
Um levantamento social vai verificar a situação das pessoas que estão vivendo nas ruas da cidade, para oferecer abrigo provisório
 
Por - Redação I 30/08/2016 - 10:56 -
———————————————————————————————————————————
Fotos: Marcelo Rodrigues
Suely Campos se reuniu com a secretária Emília Campos, o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Edivaldo Amaral e técnicos da Defesa Civil
Uma ação humanitária entre Setrabes (Secretaria do Trabalho e Bem Estar Social) e a Defesa Civil Estadual vai atender os venezuelanos que estão vivendo nas ruas de Pacaraima, na condição de refugiados. Eles atravessam a fronteira e entram no Brasil em busca de comida e tratamento de saúde. A ajuda humanitária foi decidida durante reunião na tarde desta segunda-feira (29), no Palácio Senador Hélio Campos.

Uma equipe formada por assistentes sociais da Setrabes e bombeiros militares segue para Pacaraima nesta terça-feira (30) para fazer um levantamento técnico-social que subsidiará as ações do governo. Após a conclusão desse levantamento que vai identificar os problemas sociais causados pelo alto índice imigratório, deve ser decretada situação de emergência na cidade, conforme o comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Edivaldo Amaral.

“Apesar do apoio a refugiados ser uma atribuição do governo federal, Roraima vai intervir nessa questão porque a situação social principalmente de idosos e crianças em Pacaraima é grave”, destacou a secretária do Trabalho e Bem Estar Social, Emília Campos.

A estimativa é que pelo menos 25 mil venezuelanos entraram no Brasil nos últimos seis meses pela fronteira com Roraima. Todos os dias pelo menos 500 venezuelanos vão à Polícia Federal em Pacaraima para ingressar no Brasil.

“O problema mais grave é que não se sabe exatamente quantas pessoas estão nas ruas de Pacaraima. São informações que as equipes da Setrabes e da Defesa Civil vão coletar”, acrescentou Suely.

A Polícia Federal é o órgão responsável pelos pedidos de refúgio de estrangeiros que entram no Brasil. A assistência jurídica é prestada pela Defensoria Pública. São consideradas refugiadas, as pessoas que por motivos de perseguição política, religiosa e ideológica, ou por grave violação a direitos humanos, não podem mais viver no país natal.

De acordo com os tratados internacionais e a lei brasileira, as pessoas refugiadas não podem ser devolvidas ou expulsas, e enquanto o pedido de refúgio estiver sob análise, elas têm direito a um documento oficial de identidade e à Carteira de Trabalho.

 
 
 

 

 

Imprimir Enviar Corrigir Tamanho: A+ a-




Notícias relacionadas