Política
 
MPRR denuncia 17 pessoas por crime eleitoral município de Caracaraí
Os crimes foram comprovados durante a “Operação Demo-Caracaraí”, deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2015
 
Por - Redação I 26/04/2016 - 17:36 -
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O Ministério Público do Estado de Roraima denunciou o empresário V.M.M.F e mais 16 pessoas, entre elas um policial civil, por crime eleitoral praticado durante as eleições de 2014 no município de Caracaraí.

Consta do documento protocolado no último dia 19/04, que os denunciados ofereceram dinheiro ou vantagens de forma reiterada a eleitores do município, com a intenção de obter votos para candidato a deputado estadual à época, Dhiego Coelho.

Os crimes foram comprovados durante a “Operação Demo-Caracaraí”, deflagrada pela Polícia Federal em maio de 2015, quando foram cumpridos um mandado de prisão temporária, quinze mandados de condução coercitiva e dez mandados de busca e apreensão, além da quebra do sigilo bancário e fiscal de V.M.M.F.

À época, as investigações confirmaram que V.M.M.F operou um grande esquema de compra de votos no município nas eleições de 2014. Após concluir o inquérito número 316/2014 a Polícia Federal enviou o relatório para a Promotoria de Justiça da Comarca de Caracaraí, responsável pela atuação junto a 2ª Zona Eleitoral do estado.

Conforme a promotor de Justiça substituto, Kleber Valadares, os envolvidos cometeram crime ao infringir o artigo 299 da Lei Eleitoral que proíbe a obtenção de votos por meio de vantagem financeira ou de qualquer espécie.

“Os denunciados ofereciam R$ 100 para eleitores votarem no candidato a deputado. Durante a operação foram encontrados cadernos com anotações referentes a compra de votos. Além disso, seis dos envolvidos, que comandavam as negociações também responderão por associação criminosa”, explica o promotor de justiça.

Ainda conforme Kleber Valadares, o relatório da "Operação Demo-Caracaraí" apresenta indícios da ligação direta de Dhiego Coelho no esquema de corrupção eleitoral, além de apontar que os principais envolvidos no caso atualmente ocupam cargos de assessores parlamentares do deputado.

“Diante do foro especial por prerrogativa de função de deputado estadual, a Promotoria de Justiça extrairá cópias dos autos e as encaminhará para a Procuradoria Regional Eleitoral de Roraima a fim de que seja dado o devido prosseguimento nas investigações”, conclui o promotor de justiça.

 
 
 

 

 

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