Cotidiano
 
Focos de calor em Roraima passam dos 6 mil nos primeiros 18 dias de janeiro
Para controlar os focos de calor no Estado, a Defesa Civil vai aumentar o número de bases de combate aos incêndios florestais
 
Por - Redação I 20/01/2016 - 11:06 -
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Fotos: Janderson Mendes
A medida é para controlar os focos de calor no Estado
A situação crítica enfrentada por Roraima com a forte estiagem elevou para 6.621 o número de focos de calor registrados nos 18 primeiros dias do ano. Em razão do agravamento da situação, a Defesa Civil Estadual, por meio do Corpo de Bombeiros, ampliará o número de bases avançadas de combate a incêndio florestal, de cinco para 15 unidades nos próximos dias.

Todos os municípios do estado estão enfrentando sérios problemas com a escassez de água e os incêndios florestais. A situação já vem se agravando desde o ano passado, com um verão rigoroso e um inverno de poucas chuvas, ocasionado pelos efeitos do fenômeno El Niño.

O Corpo de Bombeiros já vinha mantendo, desde o final do ano passado, cinco bases extras de combate a incêndios florestais em Alto Alegre, Amajari, na região de Samaúma, em Mucajaí, Repartimento, em Iracema e na Vila Felix Pinto, município de Cantá, além do reforço do efetivo na Capital e nas companhias de Caracaraí, Rorainópolis e Pacaraima.

A partir de agora a Defesa Civil se empenha para triplicar o número de bases e dobrar o efetivo empregado na operação contra a estiagem. Entre os municípios mais afetados por focos de calor, está Rorainópolis, com o registro de 1316 focos até o momento. Porém, o município que apresenta os maiores problemas em relação à escassez de água potável e para os animais, de acordo com o secretário executivo da Defesa Civil, coronel Cleudiomar Ferreira, é Normandia. Comparando o número de focos de calor deste ano, com o do ano passado, houve um aumento de 560%.

LOGÍSTICA - Para facilitar o controle das ações e otimizar os recursos empregados foram definidas cinco divisões: Norte, Sul, Leste, Oeste e Capital. A divisão Norte abrangerá os municípios de Pacaraima, Uiramutã e Amajari; a Sul: Caracaraí, Rorainópolis, São João da Baliza, São Luiz e Caroebe; a Leste: Cantá, Normandia e Bonfim; a Oeste: Alto Alegre, Mucajaí e Iracema e a Capital, apenas com Boa Vista.

O coronel Cleudiomar Ferreira explicou que o maior problema enfrentado pelas comunidades está relacionado ao abastecimento de água e nos últimos dias ao aumento do número e incêndios florestais. “O clima está extremamente seco e com fortes ventos. Nossa preocupação é prestar o atendimento básico às populações mais afetadas e paralelamente a isto combater os incêndios florestais que vão surgindo. Até o momento não há registro de incêndios fora de controle, em todas as situações que atuamos conseguimos debelá-los”, disse.

Conforme explicou o secretário executivo, nove municípios apresentaram a documentação exigida para decretação de situação de emergência: Amajari, Alto Alegre, Bonfim, Cantá, Caracaraí, Normandia, Rorainópolis, Mucajaí e São Luiz. “Com base nas informações que as prefeituras nos forneceram elaboramos o parecer técnico para subsidiar a governadora de informações com base nas exigências da Defesa Civil Nacional e assim ela possa decretar situação de emergência. Estamos trabalhando para que isso ocorra o quanto antes”, disse.

O decreto com o parecer técnico foi concluído e protocolado na Procuradoria Geral do Estado (PGE).

 
 
 

 

 

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