Diversão e Arte
 
Servidor público lança livro sobre biopirataria
A publicação é resultado de um estudo de caso realizado em dois anos, paralelo a tese de mestrado do autor
 
Por - Redação I 04/12/2015 - 19:43 -
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Fotos: Charles Wellington
O advogado e servidor de carreira da Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR), Walker Sales Silva Jacinto, lançou nesta quinta-feira (3), o livro “Biopirataria e apropriação dos conhecimentos tradicionais: um estudo de caso dos índios Wapixana de Roraima”.

A publicação, segundo o autor, foi editada este ano pelo Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil e lançada em duas cidades brasileiras, Belém (PA) e Brasília (DF). O evento de lançamento foi realizado no Hall da ALE e o autor disponibilizou mais 150 exemplares para venda.

A obra de 184 páginas foi escrita em dois anos, paralela a tese de mestrado do autor, que hoje além de advogado, é mestre em Direito Ambiental pela Universidade Federal de Roraima (UFRR), em parceria com a Universidade Estadual do Amazonas (UEA).

O livro tem como base fomentar o debate em torno da necessidade de criar proteção legal que defenda os conhecimentos tradicionais. “A ideia de publicar o livro surgiu no início da dissertação do curso de Mestrado em 2010”, declarou Walker. O autor usou como estudo o Cunani (artifício para facilitar a pesca) e o Biribiri, conhecido como Tipir e Green Heart (substância anticoncepcional, anti-hemorrágica e abortiva), produtos de origem dos índios Wapixana, etnia localizada no Estado de Roraima e na República Federativa da Guiana.

O escritor é natural do Estado de Goiás, mas já está em Roraima há oito anos e foi aqui que ele constituiu família e resolveu criar raízes e já se considera parte desta terra. “Foi em Roraima que fortaleci minha história, passei no concurso, conclui meu mestrado e formei minha família”, reforçou.

O funcionário público, Marcelo Bonfim, já garantiu um exemplar da obra de Walker Sales. Ele considera importante o tema do livro, pois segundo Bonfim, este tema é pouco discutido no Brasil e principalmente na Amazônia, “a biopirataria pode e deve ser mais discutida, dentro e fora das escolas públicas para que possamos conhecer mais sobre o tema”, opinou.

 
 
 

 

 

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