Esportes
 
Escola do Atleta inicia atividades com exames físicos dos participantes
As próximas aulas serão dedicadas a um treino leve com bola, focada nos fundamentos técnicos do futebol
 
Por - Redação I 21/07/2015 - 17:18 -
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Fotos: Francisco Oliveira
Orientações sobre as aulas, a saúde, e exames físicos marcaram o primeiro dia de atividades dos meninos e meninas participantes do projeto
Nesta segunda-feira (20), primeiro dia de atividades da Escola do Atleta, o maior projeto de inclusão social, por meio do esporte em Roraima, desenvolvido pela Setrabes (Secretaria Estadual de Trabalho e Bem Estar Social), com Programa Rede Cidadania Esporte, foi dedicado à realização de exames físicos e orientações aos participantes.

As crianças e adolescentes passaram por exames biométricos, avaliação física e exame médico. Os três campos onde serão realizadas as aulas - o estádio Ribeirão, no bairro Tancredo Neves; o Campo do Rei Pelé, no bairro Silvio Botelho; e o Campo do Careca, no bairro Caranã – estão com profissionais dedicados a relacionar as informações de todas as crianças, como peso, idade, medidas, dentre outras informações. “A partir da próxima aula, iniciaremos um treino leve com bola, focando primeiro nos fundamentos do futebol”, explicou o coordenador do programa, professor Raimundo Soares.

Assim como acontecerá após todas as aulas, as crianças estão recendo lanche balanceado, elaborado por nutricionistas, composto por um kit embalado individualmente com pão, suco e uma fruta.

O Rei Pelé é um dos campos com maior número de participantes, com 224 alunos, divididos em quatro turmas – duas no período da manhã e duas à tarde. Dentre esses alunos, está Evelin Victória de Souza, de nove anos, que se destacava por ser a única menina da turma da tarde. Apesar de ainda não ser o esporte mais comum entre as meninas, Evelin conta que foi ela que pediu aos pais para começar a praticar. “Eu sempre gostei de futebol, porque gosto de correr e fazer gol. Meus pais concordaram sem problema”.

Ela confessa que tem um pouco de medo de se machucar no meio de tantos meninos, mas no primeiro encontro o professor deixou a menina mais tranquila. “O professor disse que precisamos respeitar a todos e não machucar ninguém, então fiquei mais calma”, relatou com alegria.

Os irmãos Nicholas e Nilson Cardoso da Silva, respectivamente, de nove e 11 anos, também estavam ansiosos pelo início das atividades. O irmão mais velho, Nilson, foi quem motivou o caçula a entrar na Escola do Atleta. "Eu pedi para minha mãe para participarmos, já pensando no nosso futuro. Quero ser um atleta profissional – um atacante como o Neymar”, garante o menino.

Nicholas, o caçula e um dos menores da turma, também pensa grande. Assim como o irmão, ele sonha em ser jogador de um grande clube, por isso sabe que tudo o que aprende no projeto pode ser um passo importante para trilhar esse caminho. “O professor disse que precisamos prestar atenção nas aulas e não levar na brincadeira. Eu vou fazer isso”, garante o menino.

A mãe dos meninos, Glaucineia Cardoso da Silva, confessa que no começo ficou um pouco receosa. “Sou uma mãe muito cuidadosa, porque sou pai e mãe deles. Fico com muito medo de se machucarem”, confessa. Mas o sonho dos filhos falou mais alto: “Eles sempre sonharam com isso, amam jogar no futebol, e sei que essa é uma oportunidade para que possam se desenvolver e, mesmo se não chegarem a ser profissionais, serão bons cidadãos”.

E a mãe está certa, já que esta é foi a primeira mensagem transmitida pelo coordenador da Escola do Atleta neste primeiro encontro com as crianças: “O futebol é importante, mas não é tudo. Eu os oriento a focar nos estudos, já que temos a função da inclusão social, preparando essas crianças e adolescentes para se tornarem cidadãos, seja no futebol ou em outras profissões”. E completa: “A governadora está de parabéns, porque esse é um exemplo de política com o compromisso de ter o esporte como pilar social para o estado”.

ESCOLA DO ATLETA

São 562 meninos e meninas inscritos no projeto, com atividades realizadas nos períodos da manhã e tarde no estádio Ribeirão, no bairro Tancredo Neves; no Campo do Rei Pelé, no bairro Sílvio Botelho, e no Campo do Careca, no bairro Caranã. Trata-se de um projeto que além de incentivar a prática do esporte, cuida da saúde das crianças, ensina a trabalharem em equipe, ter disciplina e a lidar com aspectos importantes para a formação de cidadãos.

As aulas são realizadas dois dias por semana, na segunda e quarta-feira ou na terça e quinta-feira. Cada aula tem duração de um hora. Pela manhã, ocorrem das 8h às 9 horas, das 9h às 10 horas e das 10 às 11 horas. No período da tarde, as aulas são das 16h às 17 horas e das 17h às 18 horas. As sextas-feiras são dedicadas para os monitores realizarem o planejamento dos treinos. As turmas contam com três professores e um auxiliar técnico.

 
 
 

 

 

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