Cotidiano
 
Fecomércio Roraima realizará reunião com representantes da Suframa
A intenção é ouvir as reivindicações do setor e buscar um acordo para amenizar os transtornos causados pela greve dos servidores da Suframa ao comércio local
 
Por - Redação I 24/06/2015 - 17:52 -
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A Fecomércio Roraima convida todos os diretores, presidentes de sindicatos e empresários do comércio de bens e serviços, para uma reunião nesta quarta-feira (24), às 19h, no auditório da instituição, sobre a greve dos servidores da Superintendência da Zona Franca de Manaus (Suframa). A intenção é ouvir as reivindicações do setor e buscar um acordo para amenizar os transtornos causados para o comércio local.

O representante do Sindicato dos Servidores da Suframa (Sindframa) no estado, Liendenson Melo, relembrou que a categoria deflagrou a greve para cobrar a derrubada do veto à Medida Provisória 660, que determina a reestruturação do plano de cargos e carreiras. O texto sem o veto sancionado pela presidente Dilma Rousseff (PT) promove a mudança de salários, progressões e gratificações dos servidores.

A paralisação, iniciada no dia 21 de maio, por tempo indeterminado tem prejudicado vários setores do comércio em Boa Vista. Lojas de varejo que atuam na venda de eletrônico, eletrodomésticos e outros tipos de produtos estão com estoque reduzido devido à greve. De acordo com o Sindicato dos Servidores da Suframa de Manaus, os prejuízos diários chegam aos R$ 300 milhões diários em toda a região.

Mesmo ciente dos prejuízos ao comércio local, os sindicalistas dizem que não há prazo para o fim da greve, considerada legítima. “Infelizmente, a greve tem esse papel de causar transtornos, mas é a única maneira que o trabalhador brasileiro tem para cobrar os direitos que não estão sendo cumpridos”, destacou Melo.

Segundo o integrante do Conselho da Fecomércio em Roraima, Ailton Martins, o órgão está fazendo um levantamento dos prejuízos em outros setores. “Empresários não estão recebendo, as mercadorias solicitadas estão sendo prorrogadas junto às indústrias, representantes só recebem comissão depois que empresários pagam e transportadores não têm espaço físico para armazenar os produtos. É um prejuízo imenso para todo o Estado”, frisou.

 
 
 

 

 

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