Cotidiano
 
Femarh participa de projeto de pesquisa com camu-camu
A fruta, que no Norte é conhecida como caçari, é a de maior teor de vitamina C no mundo
 
Por - Redação I 19/06/2015 - 12:26 -
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Fotos: Divulgação
A pesquisa está desenvolvendo produtos à base de camu-camu para incentivar o consumo no Estado
Técnicos da Femarh (Fundação Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos) visitaram o projeto de pesquisa com camu-camu, desenvolvido por meio de uma parceria com a Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária). A fruta, que no Norte é conhecida como caçari, é a de maior teor de vitamina C no mundo.

A pesquisa surgiu de uma parceria entre Femarh e Embrapa, da qual a Fundação financiou o projeto de valoração e uso sustentável de fruteiras nativas da Amazônia, com potencial de exploração econômica regional, visando integrar as competências da Rede Bionorte (Biodiversidade e Biotecnologia da Amazônia Legal) para que possa contribuir com o desenvolvimento sustentável da Amazônia.

A pesquisa está desenvolvendo produtos à base de camu-camu para incentivar o consumo no Estado e o trabalho ‘Domesticação, melhoramento e valoração de fruteiras nativas da Amazônia', que tem entre seus planos de ação pesquisas para viabilizar o consumo da fruta em diversas formas.

Uma das ações de destaque do projeto são os trabalhos com a tecnologia de pós-colheita, entre eles, a análise sensorial das receitas que já foram desenvolvidas pela pesquisa. Nesta fase, são avaliadas as características nutricionais e sensoriais dos produtos à base de camu-camu, como geleias, licores, picolé, chocolates e frutas cristalizadas.

Os testes de análise sensorial estão sendo realizados em diversos pontos de Boa Vista, capital de Roraima, durante o mês de junho. O trabalho é necessário para que haja uma diversidade nos grupos de provadores e identificação das preferências dos consumidores.

Segundo o coordenador do projeto, o pesquisador da Embrapa Roraima da área de Fruticultura, Edvan Chagas, o esperado é que ao final dos testes, as receitas e produtos com maior aceitação sejam disponibilizados para as agroindústrias da região.

Ele explica que a fruta, embora pouco conhecida, pode ser cultivadas para consumo in natura ou para processamento, o que já acontece em países como o Peru. Para Edvan, essa etapa da pesquisa é muito importante, pois agrega valor aos produtos e incentiva o consumo do camu-camu, fruta 10 vezes mais rica em Vitamina C que a acerola.

O PROJETO

O projeto ‘Domesticação, melhoramento e valoração de fruteiras nativas da Amazônia' foi iniciado em 2009 e envolve várias instituições de pesquisa, ensino e extensão do Brasil e do exterior. O trabalho tem por objetivo prospectar, coletar e conservar algumas fruteiras nativas, buscando tecnologias que permitam a rápida propagação e domesticação, bem como o consumo, tudo de maneira sustentável, contribuindo para o cultivo comercial e o desenvolvimento da fruticultura regional.

O camu-camu é uma espécie tipicamente silvestre, que brota em áreas alagadas, mas com um grande potencial econômico. A fruta cresce em arbustos ou pequenas árvores e se encontra disperso em quase todo o Estado de Roraima. Contudo, a utilização da fruta ainda se limita a confecção de iscas para o tambaqui. No Peru, o camu-camu já é bastante usado no preparo de sucos, geleias, sorvetes e doces.

 
 
 

 

 

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