Cotidiano
 
Medidas de combate à estiagem são adotadas pela Defesa Civil Municipal
A Defesa Civil está em alerta, a equipe está monitorando as áreas que mais sofrem com a falta d’água
 
Por - Redação I 20/02/2015 - 09:10 -
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Fotos: Fernando Teixeira
Os órgãos adotaram medidas urgentes para combater as consequências causadas pela estiagem e amenizar a situação de produtores locais
A Defesa Civil Municipal, em parceria com a Secretaria Municipal de Obras e Urbanismo, promove ação emergencial no Projeto de Assentamento Nova Amazônia, região do Truaru. As atividades tiveram início nessa quarta-feira, 18. Os órgãos adotaram medidas urgentes para combater as consequências causadas pela estiagem e amenizar a situação de produtores locais que sofrem com a falta d’água.

Com auxílio de carros pipa e retroescavadeira, homens da Defesa Civil constroem cacimbas e abastecem as casas dos moradores da região com água potável. A 70 km da cidade, a região abriga famílias que sobrevivem de plantações, criação de gado, galinhas, porcos entre outros.

A estrada que dá acesso ao sítio da senhora Inês Lopes, moradora do local há 12 anos, revela igarapés secos e lavrado queimado pelos incêndios florestais. Ela já perdeu parte da criação de galinhas e luta para conseguir manter o restante. Inês é uma das primeiras moradoras da região, que foi abastecida com água potável e beneficiada com a construção de cacimbas.

“Meus bichos estavam morrendo de sede, meu poço está seco, o igarapé também, se não fosse o caminhão pipa para abastecer minhas caixas d’água, nem sei o que seria de nós. Hoje eu tenho água, eles conseguiram amenizar meu problema, mas a situação é crítica, desde que moro aqui, nunca passei por isso”, contou.

Segundo o Monitoramento de Queimadas e Incêndios do Ministério do Meio Ambiente, Boa Vista está entre as dez cidades brasileiras com maior número de focos de calor registrados desde o início do ano. Ao todo, os satélites já captaram 53 incidências de temperaturas acima de 47°C, o que significa ameaça constante de seca e queimadas. A Defesa Civil está em alerta, a equipe está monitorando as áreas que mais sofrem com a falta d’água, e atuando na busca de medidas para amenizar o problema.

“Assim que identificamos a situação dos moradores, imediatamente iniciamos os trabalhos para atendê-los. Estamos realizando um levantamento em todas as vicinais para traçar um plano maior, que possa atender toda a região. Eles vivem da agricultura familiar e criação de animais e necessitam desse amparo”, disse o diretor da Defesa Civil, Ricardo Cativo.

Criador de gado e agricultor, Francisco Gomes sobrevive da agricultura familiar. Preocupado, ele pede mais atenção do poder público para combater a estiagem. “É responsabilidade de todos, porque a cidade pode ser afetada com a falta de água. A cesta básica é quase toda da agricultura familiar, se nós não plantarmos o restante da população vai sofrer as consequências também. O município está atuando, mas é preciso uma força tarefa de todo o estado para enfrentarmos juntos essa fase crítica”, relatou.

 
 
 

 

 

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