Cotidiano
 
Montada força tarefa para combater estiagem no interior
Trabalhos começam pelos municípios de Amajari, Alto Alegre, Iracema e Mucajai
 
Por - Redação I 16/02/2015 - 18:35 -
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Fotos: Eides Antonelli
Na manhã desta segunda-feira (16) foram divulgadas as metas da operação que começa nesta terça-feira
Desde o último sábado (14), uma força tarefa composta por integrantes da Seapa (Secretaria de Agricultura, Pecuária e Abastecimento), Corpo de Bombeiros, Defesa Civil e prefeituras se reúnem para traçar um plano de ação de combate à estiagem em Roraima. Na manhã desta segunda-feira, o grupo divulgou metas da operação que começa nesta terça-feira, dia 17.

Segundo o secretário executivo de Defesa Civil, coronel Cleudiomar Ferreira, a situação de emergência foi decretada devido algumas localidades do estado estarem ficando sem água potável.

“Vamos iniciar a operação tão logo as máquinas cheguem ao Corpo de Bombeiros. Começaremos pelos quatro municípios [Alto Alegre, Amajari, Iracema e Mucajaí]. Após seguiremos para os demais, pois a situação é semelhante. Por exemplo, na comunidade indígena do Guariba, no Amajarí, recebemos informações que está faltando água potável. As condições dos poços estão muito ruins. Vamos ter que levar água para essas comunidades. Outro ponto é quanto ao monitoramento da água em pequenas propriedades do estado. Identificamos no final de janeiro que está acabando a água para o gado. Em algumas regiões estão morrendo, como na comunidade do Truarú, por isso chegamos a conclusão de atender de forma emergencial essas regiões”, explicou.

Está previsto chegar a Boa Vista, na tarde desta segunda-feira, três máquinas que auxiliarão nos trabalhos. Outras estão nos municípios atingidos aguardando para iniciarem os trabalhos. Serão montadas patrulhas por município com duas escavadeiras e uma retroescavadeira, e a prefeitura de cada município entraria com uma retroescavadeira na operação para captar água aos lugares mais afetados. Segundo o secretário adjunto de Agriculta e Abastecimento João Paulo, estão envolvidas oito empresas ajudando nos trabalhos contra a estiagem.

A Seapa possui 28 escritórios espalhados pelo estado e, em cada um deles, tem cinco funcionários para atender a operação. Foram cadastradas mais de 500 propriedades na fase inicial para comprovação do estado de emergência.

“Só neste fim de semana foram cadastrados na comunidade do Paredão, noventa produtores que necessitam de bebedouros. A logística já está pronta, falta apenas às máquinas para começarem os trabalhos. Inicialmente vamos atingir quatro municípios, na medida em que os demais decretarem estado de emergência prosseguiremos avançando. Convocamos outras empresas, pois acreditamos que o número de pessoas atingidas cresça e talvez até triplique. Há 15 dias outras propriedades não estavam na situação que estão hoje. A demanda está sendo muito grande. É uma contratação de emergência. As empresas que possuem máquinas nos municípios serão utilizadas. As demais sairão da sede do Corpo de Bombeiros rumo aos municípios. Tudo para que o estado não seja onerado devido está situação, que durará até o momento que comece o inverno”, destacou.

PLANO DE TRABALHO

Na coletiva de imprensa foram repassados os lugares inicialmente trabalhados. Em Alto Alegre começará pela região conhecida como PA Paredão onde há 90 produtores cadastrados. No Amajari os trabalhos começam pela PA Tepequém com cerca de 150 produtores, e na Vila do Trairão onde há vários produtores nessa situação. Em Iracema serão atendidas a sede da região de Campos Novos e em seguida a Vicinal II e III, e em Mucajaí duas frentes: Tamandaré e Vicinal 1, que dá acesso ao Apiaú.

Segundo Cleudiomar Ferreira, há 70 bombeiros envolvidos diretamente na operação, entre praças e oficiais. Há duas frentes, uma base avançada que fazem o trabalho de prevenção e monitoramento de queimadas e outra no cadastramento dos produtores rurais.

O coronel lembra que a falta das coordenadorias municipais de Defesa Civil em alguns municípios trazem problemas para auxiliar na prevenção e combate a estiagem. “O que falta é os municípios criarem e efetivarem as coordenadorias municipais de Defesa Civil. Esses quatro municípios já possuem, pois o trabalho tem que começar no município, fazendo o levantamento dos problemas. Por exemplo, Normandia, Cantá, Bonfim e municípios do sul do estado que não costumam enfrentar esse tipo de situação, como Rorainópolis, estão passando por isso. A previsão é que até quarta-feira conclua-se o levantamento nos demais municípios para que possa haver uma decretação além dos que já foram atingidos com a situação de emergência”, informou.

 
 
 

 

 

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