Cotidiano
 
Procon Boa Vista dá dicas para boas compras na Black Friday
A Black Friday virou uma data predileta da indústria de vendas on-line, que acabou sendo adotada também pelas lojas físicas
 
Por - Redação I 28/11/2014 - 11:07 -
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A quarta edição da versão brasileira da Black Friday será nesta sexta-feira, 28. O momento pode ser positivo tanto para o consumidor, que consegue comprar o que precisa por um preço mais em conta, quanto para o lojista, que conquista novos clientes, esvazia o estoque e mostra novos produtos.

A Black Friday virou uma data predileta da indústria de vendas on-line, que acabou sendo adotada também pelas lojas físicas. As opções são as mais variadas, desde imóveis, eletrônicos, eletrodomésticos, passando por supermercados, até motéis, lojas de roupas, produtos para casa, entre outros.

Com descontos de 20% a 70% em produtos e serviços, fica o alerta do Procon Boa Vista para que os consumidores estejam atentos para evitar golpes. “É uma data positiva por três palavras: liquidação, desconto e ganha-ganha. Nesse evento, ganha o lojista que esvazia o estoque e o cliente que compra o que quer, ou o que precisa e ainda pode antecipar a lista de Natal”, ressaltou a coordenadora Executiva do Procon Boa Vista, Sabrina Tricot.

Ela recomendou ainda que os consumidores guardem os comprovantes da compra (protocolo, dados do produto adquirido, dados da empresa – CNPJ e endereço eletrônico ou físico) ou nota fiscal do produto e que fiquem atentos aos prazos de entrega disponibilizados no período.

“Como a Black Friday é uma oportunidade para o consumidor comprar produtos de valor elevado, os itens como smartphones, TVs e tablets estão no topo da lista de desejos”, disse Sabrina.

A edição de 2013, que pelo site oficial do evento (www.blackfriday.com.br) faturou R$ 424 milhões em um único dia, foi criticada pela maquiagem de preços. Assim, desde o ano passado, a Câmara Brasileira de Comércio Eletrônico (camara-e.net) criou o programa Black Friday Legal, um selo para lojistas que se comprometerem com descontos efetivos.

Para aproveitar as diversas promoções disponíveis durante o dia, vale ficar atento a algumas dicas:

Horários de pico – Segundo Gastão Mattos, CEO da Braspag, empresa do grupo Cielo, o pico de vendas da Black Friday deste ano deverá ser entre 16h e 17h da sexta-feira, 28. Essa projeção foi realizada com base na análise de 660 mil transações registradas na edição de 2013, comparadas ao evento de 2012. O segundo horário de maior concentração de vendas deve ocorrer às 12h. Nesses horários, há o risco de lentidão nos sistemas de e-commerce. Se possível, prefira comprar fora desse horário.

Compras na madrugada – Diferentemente de outras sextas-feiras, durante a Black Friday a movimentação aumenta a partir da meia-noite e segue alta até às 2h. Esse é um bom horário para comprar com grandes descontos. A Black Friday acontece muito forte na madrugada de quinta-feira para sexta-feira.

Pesquisa antecipada – Uma dica para não cair em golpes é pesquisar os produtos de interesse. A sugestão dos organizadores do evento é fazer uma lista do que o consumidor precisa realmente comprar e pesquisar os valores antecipadamente. Assim, na Black Friday os consumidores poderão comparar com os preços prévios para terem certeza de que a promoção está valendo a pena.

DIREITOS:
Além de ter o direito da troca por defeito, o cliente ainda pode recorrer ao direito de arrependimento, já que ele não pôde avaliar o produto em mãos. No primeiro caso, o de troca por defeito, segundo o Código de Defesa do Consumidor, quando o problema é aparente, o prazo para reclamação é de 30 dias para produtos não duráveis e 90 para os duráveis, contados a partir da data da compra.

Se o problema for oculto, o período começa a contar a partir do momento que o defeito é detectado pelo cliente. Os novos custos com envio da carga ficam por conta da empresa. A loja virtual tem que oferecer com clareza informações sobre trocas.

Já na troca por arrependimento por produtos comprados pela internet, telefone ou meio similar, é importante ficar atento, pois o prazo é de sete dias, contados a partir da assinatura do contrato, ou após o recebimento da mercadoria, conforme o art. 49 do CDC. Além disso, não é exigível a constatação de qualquer defeito no bem ou serviço adquirido, bastando o consumidor simplesmente não “ficar satisfeito” com a compra.

Em último caso, se o produto não chegar dentro do prazo de entrega, que deve ser informado claramente ao consumidor, o internauta deve entrar em contato com o canal no qual ele efetuou a compra, realizar uma reclamação e solicitar um protocolo.

O internauta pode exigir a restituição do valor pago corrigido, caso tenha havido alguma cobrança. O fornecedor só deve estipular prazos e condições de entrega que possa cumprir, sob pena de ter que indenizar o consumidor. Se, mesmo assim, o problema não for resolvido, o internauta deve procurar os Órgãos de Proteção e Defesa do Consumidor e, em último caso, procurar a Justiça. Para garantir uma troca sem dores de cabeça, é necessário que o consumidor guarde notas fiscais, protocolos e mantenha o produto em bom estado.

 
 
 

 

 

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