Cotidiano
 
Pesquisadores finalizam modelo de distribuição geográfica do Ácaro-vermelho-das-palmeiras na América do Sul
O esperado é que o modelo ajude a evitar danos econômicos ou ambientais causados pelo ácaro
 
Por - Redação I 22/03/2013 - 13:02 -
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Os pesquisadores da Embrapa Roraima George Amaro (Economia e Dinâmica de Sistemas) e Elisângela Fidelis (Entomologia) concluíram o modelo da distribuição geográfica potencial do ácaro-vermelho-das-palmeiras (Raoiella indicaHirst) na América do Sul. A pesquisa possibilitou identificar potenciais locais de ocorrência da praga, permitindo o desenvolvimento de políticas e ações mitigatórias para prevenir ou retardar sua dispersão. O esperado é que o modelo ajude a evitar danos econômicos ou ambientais causados pelo ácaro. O trabalho foi publicado recentemente na revista Experimental AppliedAcarology.

Para George, o desenvolvimento de modelos de distribuição de espécies, também conhecidos como modelos de nicho ecológico ou de habitat, que permitem avaliar a distribuição geográfica potencial de uma espécie com base nas condições ambientais dos locais de sua ocorrência, possibilita que sejam pensadas e desenvolvidas ações de pesquisa e políticas públicas voltadas ao maior conhecimento da espécie e a sua erradicação ou controle.

O ácaro-vermelho-das-palmeiras é uma espécie invasiva que ataca principalmente coqueiros e palmeiras ornamentais. O primeiro relato do seu surgimento foi na Índia, em 1924. Posteriormente, passou para a África, Oriente Médio e chegou à América Central em 2004, espalhando-se para quase todo o Caribe, Estados Unidos, México, Venezuela, Colômbia e chegando ao Brasil em 2009.

Segundo Elisângela, o impacto econômico potencial desse ácaro no Brasil é alto, especialmente nas áreas de produção de coco e banana, além daquelas produtoras de flores tropicais para exportação, que tanto podem ser afetadas pelo ataque direto da praga quanto por medidas e barreiras fitossanitárias.

“Os hospedeiros iniciais do ácaro-vermelho-das-palmeiras eram basicamente coqueiro e palmeiras ornamentais. Contudo, desde sua introdução no Caribe, muitas plantas têm sido relatadas como sendo seus hospedeiros. Atualmente, são 96 espécies, incluindo helicônias e bananeiras”, explica a pesquisadora.

O trabalho está disponível online no endereço eletrônico da revista, através do link http://link.springer.com/article/10.1007%2Fs10493-012-9651-9. Maiores informações poderão ser obtidas diretamente com os pesquisadores: Elisângela Fidelis de Morais (elisangela.morais@embrapa.br) e George Amaro (george.amaro@embrapa.br), ou pelo telefone (95) 4009-7100.
 
 
 

 

 

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